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Amy Lee "Me sinto em casa no Brasil"


Para uma banda que virou sucesso mundial na década passada, falar em "nostalgia" pode parecer algo fora de contexto. Ainda assim, é com esse espírito que o Evanescence desembarca no Brasil para uma série de três shows – o primeiro é nesta quinta-feira (20), em Brasília.
Em entrevista ao G1, a vocalista Amy Lee prometeu misturar o repertório antigo, "incluindo músicas que não tocamos há dez anos", com repertório novo. Em meio às novidades, sucessos como "Bring me to life", "My immortal" e "Going under" estão garantidos no setlist.
"Acabamos de fazer uma turnê curta nos Estados Unidos, e eu me senti revigorada. Eu não queria usar o termo 'surpresa', mas é isso, positivamente surpresa. Quando você vai a um show, quer ver energia, gente pulando, e a resposta do artista", afirma.
"Eu me sinto muito em casa com os nossos fãs, e é incrível que haja tantos no Brasil", declara a vocalista da banda.
O último CD de inéditas do Evanescence foi lançado em 2011, e o single lançado há dois meses, "Speak to me", é assinado apenas por Amy. Entre uma coisa e outra, a banda veio ao Rock in Rio, trocou de guitarrista, entrou em hiato, largou a gravadora e voltou aos palcos. Em meio a tudo isso, a líder do grupo diz que a fidelidade do público brasileiro se manteve inalterada.
"Sempre ficamos ansiosos quando o assunto é [voltar ao] Brasil. As pessoas nos tratam muito bem, com muita energia. São os mais barulhentos, os mais malucos, os melhores fãs, até nas redes sociais. Fico muito agradecida pelo apoio e pela admiração, é incrível. Eu não sou daí, não sei, é um tipo diferente de conexão."
O show desta quinta em Brasília marca a estreia da nova turnê mundial, que ainda passa pelo Rio no sábado (22) e por São Paulo no domingo (23), antes de seguir pela América do Sul e pela Europa. Será a primeira "volta ao mundo" de Amy após o nascimento do filho Jack, em 2014. Ao G1, a vocalista falou sobre a experiência de revisitar o repertório e a rotina de rockstar.
"É tudo incrível. Eu ganhei uma nova perspectiva sobre a vida, e sobre o Evanescence. Antes de ter um filho, a banda era minha identificação, tudo era uma emergência, era a maior parte do meu dia. Agora, há tanto na minha vida além do Evanescence. É diferente colocar essa 'roupa' de artista", diz Amy.
A mudança de perspectiva também deve afetar os planos da banda. A cantora diz que a produção de um novo disco com músicas inéditas está no horizonte de possibilidades, mas evita se comprometer com prazos. Durante o hiato do Evanescence, Amy Lee lançou um CD infantil e uma série de covers no YouTube.
"Eu não sei o que aconteceu comigo, mas estou aprendendo a ser multitarefa. Foi revigorante dar um passo para trás e olhar 'o todo'. Dias atrás, me peguei cozinhando, com meu filho no colo, pensando na turnê e resolvendo coisas. Não é algo da minha natureza", brinca.
Nos três álbuns desse tipo lançados pelo Evanescence, Amy Lee aparece como compositora em todas as músicas. Segundo ela, já há material guardado para, pelo menos, dois CDs. Questionada pelo G1 sobre a pressão por novos hits, a cantora se disse "tranquila" e pediu paciência à legião de fãs brasileiros.
"A maior pressão, hoje, vem de mim mesma. Se noto que não estou sendo produtiva, fico deprimida. Mas a produção pode ser em música, em pintura, qualquer coisa. Essa pressão interna é mais forte que a gravadora, a mídia, os fãs. Hoje, eu consigo sentir o apoio dos fãs como um apoio, mesmo, e não como pressão."
Evanescence no Brasil
Brasília
Data: 20 de abril (quinta-feira)
Horário: 22h (portões abrem às 20h)
Local: NET Live Brasília (SHTN, Trecho 2, Conjunto 5, Lote A - Asa Norte, Brasília – DF).
Rio de Janeiro
Data: 22 de abril (sábado)
Horário: 19h
Local: Vivo Rio (Av. Infante Dom Henrique, 85 - Flamengo)
São Paulo
Data: 23 de abril (domingo)
Horário: 20h30
Local: Espaço das Américas (R. Tagipuru, 795)

Fonte

Amy Lee: ''Sinto que o Brasil é o número 1.Nós amamos os nossos fãs brasileiros''

O Brasil tem paixão pelo Evanescence. Em quase nenhum país do mundo, a banda mexe tanto com os fãs como por aqui. Talvez por ter embalado a adolescência sombria e gótica de muita gente nos anos 2000, o sucesso ainda seja tanto. A recíproca, garante a vocalista Amy Lee, é verdadeira. “Eu acho que grande parte dos nossos fãs são brasileiros, e sinto que o Brasil é o número 1”, disse a cantora em entrevista ao Correio.
Depois de ter um filho e gravar até um álbum infantil (Dream to much), Amy Lee e a banda voltam agora aos palcos com uma nova turnê (que chega a Brasília no dia 20).  “Eu estou muito empolgada, especialmente porque eu não estava muito na estrada, eu estava em casa e muito do meu processo criativo é estar em turnê e em performance”, explica Amy.

Ao contrário do que a roupa preta e o visual gótico do início da carreira poderiam sugerir, a cantora exalou simpatia ao falar ao Correio sobre as mudanças, a banda e a nova rotina.

Evanescence
NET Live. 20 de abril (quinta-feira), às 22h. Ingressos a R$ 280 reais (camarote); R$ 190 (pista premium); R$ 90 (pista). Valores referentes a meia-entrada. Classificação indicativa: não recomendado para menores de 16 anos.

» Entrevista // Amy Lee

O Brasil tem uma paixão por você e pelo Evanescence. Vocês continuam com muitos fãs por aqui. A sua relação com o país e com os brasileiros é mesmo próxima?
Eu não sei nem por onde começar... Eu acho que grande parte dos nossos fãs são brasileiros e sinto que o Brasil é o número 1. Quando eu entro na internet, no Twitter, Facebook, Instagram, pelo menos metade das coisas que eu leio está em português. Nós amamos os nossos fãs brasileiros. É sempre empolgante ter uma turnê na América do Sul, porque nossos fãs são apaixonados, e é sempre uma ocasião especial, porque nós não vamos sempre. Então, quando vamos, é uma grande festa.

Você mudou muito. Gravou um disco infantil, se dedicou a outros projetos. Essas mudanças foram positivas para você?
É muito inspirador para mim ser capaz de fazer muitas coisas diferentes, nos dois últimos anos, especialmente. Eu tive meu filho em 2014 e, na verdade, eu fiz muitas músicas enquanto estava grávida. Lancei um álbum de trilha sonora que não decolou totalmente, mas é muito bom ser capaz de mostrar diferentes lados do que eu posso fazer. Eu acabei de gravar uma música para a trilha sonora de um filme que será lançado logo.  Se chama Voices from the stone, é um filme lindo, amo a música e eu mal posso esperar para sair, porque foi muito divertido.

E o Evanescence? Você tem feito coisas novas para a banda?
Eu gravei o álbum infantil no ano passado, como você disse, e foi muito legal trabalhar em família e agora vou lançar músicas solo e também fazer mais shows com o Evanescence. Na verdade, estou começando a ficar criativa com o Evanescence também, eu não sei o que está acontecendo ainda, mas acho que lançarei mais trabalhos. Eu estou me sentindo muito inspirada. Agora, estou trabalhando em diferentes projetos ao mesmo tempo, e é ótimo poder fazer isso.

Quando você escuta os trabalhos antigos, como o Origin, percebe que as mudanças foram uma evolução?
Bom, eu tive que voltar e ouvir tudo começando pelo Origin, recentemente. Na verdade, é muito legal ser capaz de voltar no tempo e ver tudo que eu já fiz naquele período e me sinto muito orgulhosa. Eu, definitivamente, consigo ver minha evolução, como você disse, do começo até o fim e fico muito orgulhosa de estar onde eu estou agora. Quando escuto o Origin, eu penso: “Cara, isso era muito bom”. Mas, na verdade, é mais como: “Uau, eu só estava começando a aprender a fazer música, mas tem alguma coisa bonita nisso também”. Então, sim, eu consigo ver essa evolução e estou orgulhosa dela e ansiosa para o que vem depois.

Você passou um tempo sem fazer shows, longe do palco e da estrada. Como é essa volta? 
Na verdade, é bom, muito bom. Eu estou muito empolgada, especialmente porque eu não estava muito na estrada, eu ficava em casa, e muito do meu processo criativo é estar em turnê e em performance. Então, quando nós planejamos uma turnê, não planejamos uma turnê muito longa, porque, como você sabe, preciso ser uma mãe agora e eu realmente gosto de compor nesse intervalo. Quando nós começamos, nós vivíamos na estrada por mais de um ano. Isso é divertido, mas eventualmente fica difícil, fica tedioso e frustrante porque você faz a mesma coisa de novo e de novo. É ótimo que agora nós somos capazes de não ficar em turnê por tanto tempo, mas eu amo estar em turnê.

Fonte:correiobraziliense.com.br

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